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Hospital Regional de Três Lagoas amplia captação de órgãos e já atinge metade do total do ano passado

Fotos: HR3L

Redação Plenax – Flavia Andrade

O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé registrou avanço no serviço de captação de órgãos e já alcançou, nos primeiros meses de 2026, metade do total de procedimentos realizados em todo o ano passado.

Administrada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, a unidade realizou duas captações neste ano. Desde a implantação do serviço, em maio de 2025, já são seis procedimentos no hospital.

Duas captações recentes beneficiaram pacientes na fila

As ocorrências de 2026 aconteceram nos dias 17 e 25 de fevereiro, envolvendo doadores da região da Costa Leste: um homem de 32 anos e uma mulher de 53 anos.

Nos dois casos, foram captados rins destinados a pacientes que aguardavam transplante em Mato Grosso do Sul.

Processo exige rapidez e integração

A captação de órgãos depende de articulação entre equipes hospitalares e a Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul.

Segundo o cirurgião Gustavo Rapassi, o procedimento começa após a notificação da morte pela equipe hospitalar, seguida pela comunicação à Organização de Procura de Órgãos e à central estadual.

Após autorização familiar, são iniciadas avaliações clínicas até a cirurgia de retirada dos órgãos.

Operação leva cerca de quatro horas

Entre o deslocamento da equipe até Três Lagoas, a realização da cirurgia e o retorno para Campo Grande, todo o processo dura em média quatro horas.

Enquanto isso, o paciente receptor já permanece preparado para o transplante, o que torna a agilidade essencial para o sucesso do procedimento.

Interior ganha protagonismo

De acordo com Rapassi, hospitais do interior têm aumentado a participação na notificação e efetivação de doadores, ampliando as chances de atendimento aos pacientes que aguardam na fila.

Hospital investe em formação e expansão do serviço

Além das captações, a unidade também atua na formação de profissionais da saúde. Um exemplo foi a participação da estudante de medicina Karina Carleto, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, durante um dos procedimentos.

O hospital também avança para iniciar captação de córneas. A presidente da equipe hospitalar de doação para transplantes, a enfermeira Laís Silva, participou de treinamento especializado no Banco de Olhos da Santa Casa de Campo Grande.

Com isso, a unidade deverá em breve estar apta para realizar a retirada de córneas no próprio hospital.

Doação depende da autorização da família

No Brasil, a doação de órgãos só ocorre com autorização familiar. Por isso, especialistas reforçam que quem deseja ser doador deve comunicar previamente sua decisão aos parentes.

O crescimento das captações em Três Lagoas fortalece a rede estadual de transplantes e amplia a esperança para pacientes que aguardam por um órgão.

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