Redação Plenax – Flavia Andrade
Medida provisória busca evitar repasse da crise internacional ao consumidor e reduzir impacto da guerra no Oriente Médio
Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (28) a Medida Provisória nº 1.351/2026 que libera R$ 330 milhões em crédito extraordinário para conter a alta do preço do gás de cozinha no país.
Os recursos serão destinados ao Ministério de Minas e Energia e usados para subsidiar a importação de Gás Liquefeito de Petróleo, o popular gás de cozinha.
Objetivo é proteger famílias brasileiras
Segundo o governo, a medida busca impedir que o aumento internacional do produto seja totalmente repassado ao consumidor final.
Na prática, o subsídio permitirá que o gás importado seja comercializado no mesmo valor do GLP produzido no Brasil.
O foco principal é reduzir o impacto no orçamento das famílias, especialmente das camadas mais vulneráveis.
Guerra no Oriente Médio pressiona preços
De acordo com a justificativa oficial, a escalada do conflito no Oriente Médio elevou custos energéticos globais.
Entre os fatores apontados estão:
- alta do petróleo bruto
- aumento do frete marítimo
- encarecimento internacional do gás
- instabilidade logística global
Como o Brasil importa cerca de 20% do GLP consumido internamente, a oscilação externa afeta diretamente os preços domésticos.
Medida vale para abril e maio
A subvenção econômica será aplicada aos produtos entregues entre:
- 1º de abril e 31 de maio de 2026
O texto também prevê possibilidade de prorrogação por mais dois meses, caso o cenário internacional permaneça pressionado.
Outras ações já haviam sido anunciadas
No início de abril, o Governo Federal também informou outras medidas para conter impactos da alta dos combustíveis, entre elas:
- incentivo à produção nacional de diesel
- subsídios à importação de Óleo diesel
Peso no orçamento doméstico
O gás de cozinha é um dos itens essenciais mais sensíveis para a inflação das famílias brasileiras. Qualquer reajuste costuma ter efeito direto no custo de vida, especialmente entre consumidores de menor renda.
Com a nova MP, o governo tenta evitar nova pressão sobre a inflação e preservar o poder de compra da população.

