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Brasil quer industrializar minerais críticos e reduzir dependência de exportação, diz ministro

Foto: Diego Campos/Secom-PR

Redação Plenax

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil deve abandonar o papel de exportador de matéria-prima e avançar na industrialização de minerais estratégicos. A declaração foi feita nesta sexta-feira (25), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

Segundo o ministro, os chamados minerais críticos ganharam relevância global e deixaram de ser apenas uma questão econômica, passando a ocupar posição central na geopolítica internacional. “Não queremos ser exportadores de matéria-prima. Esses recursos precisam ser transformados em insumo para a indústria nacional”, destacou.

Esses minerais são essenciais para setores como transição energética, produção de baterias, energias renováveis e tecnologias digitais — áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico.

Acordos internacionais reforçam estratégia

Durante recente viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa, o Brasil firmou acordos com Espanha e Alemanha para ampliar a cooperação na cadeia produtiva de minerais críticos.

Os entendimentos envolvem parcerias com ministérios desses países nas áreas de economia, tecnologia e transição ecológica, e se somam a acordos anteriores assinados com Índia e Coreia do Sul.

A proposta é fortalecer todas as etapas da cadeia — da extração ao processamento industrial — garantindo maior valor agregado à produção brasileira.

Recurso estratégico e disputa global

Márcio Elias Rosa destacou que o Brasil possui uma das maiores reservas de minerais críticos do mundo, incluindo terras raras, o que coloca o país em posição estratégica no cenário internacional.

Para o ministro, o desafio é transformar esse potencial em desenvolvimento industrial e soberania econômica. “Esses recursos estão diretamente ligados à nova indústria global e à inovação tecnológica. Por isso, o debate deixou de ser apenas comercial e passou a ser estratégico para os países”, concluiu.

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