Redação Plenax
A redução no rendimento das aves dentro do lote pode estar diretamente ligada a doenças respiratórias — um dos principais desafios da avicultura moderna. Essas enfermidades impactam o consumo de ração, o ganho de peso e aumentam as perdas produtivas, exigindo atenção redobrada dos produtores.
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, os quadros respiratórios raramente têm uma única causa. Na maioria das vezes, envolvem uma combinação de vírus, bactérias e fungos, frequentemente associada a falhas no manejo ou nas condições do ambiente do aviário.
Segundo a médica-veterinária Gabriela Romanzini, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, a queda de desempenho costuma ser o primeiro sinal de alerta. “Redução no consumo de ração, crescimento abaixo do esperado e desuniformidade entre as aves são indícios comuns”, explica. Esses sinais, de acordo com ela, geralmente vêm acompanhados de sintomas como espirros, secreção nasal, dificuldade respiratória, ruídos e apatia.
A especialista, que possui mestrado em ciências animais pela Universidade Federal do Paraná, destaca que o controle dessas doenças exige uma abordagem integrada. Medidas de biosseguridade, manejo adequado e monitoramento constante do lote são fundamentais para conter a disseminação dos agentes e reduzir impactos na produção.
“A identificação precoce é essencial. Muitas vezes, o produtor percebe primeiro a queda no desempenho antes mesmo dos sinais clínicos mais evidentes, o que reforça a necessidade de agir rapidamente”, afirma.
Entre as alternativas disponíveis no mercado, está o AuroPac ST, desenvolvido pela MCassab. O produto reúne clortetraciclina, sulfadimidina, trimetoprima e bromexina, atuando tanto no combate aos agentes infecciosos quanto na melhora das condições respiratórias.
De acordo com Gabriela, a combinação proporciona uma ação abrangente: enquanto os antimicrobianos reduzem a carga bacteriana, a bromexina atua como expectorante, facilitando a eliminação de muco e melhorando a respiração das aves.
Além do controle das enfermidades, a solução também contribui para a recuperação do desempenho produtivo. “A melhora da função respiratória favorece o retorno do consumo de ração, reduz o estresse fisiológico e impulsiona o ganho de peso, resultando em lotes mais uniformes, produtivos e com menor mortalidade”, conclui.

