Redação Plenax
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, especialistas alertam para um tipo de doença ainda pouco percebido pela população, mas que figura entre os mais frequentes no país: o câncer de boca. Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que mais de 15 mil casos da doença já foram diagnosticados no Brasil, com maior incidência entre homens.
A enfermidade atinge diferentes regiões da cavidade oral, como lábios, gengivas, bochechas, céu da boca e língua — principalmente nas bordas e na parte inferior. O grande desafio, segundo especialistas, é que o câncer bucal costuma evoluir de forma silenciosa, dificultando o diagnóstico precoce.
Sintomas que não devem ser ignorados
De acordo com o cirurgião-dentista Sergio Lago, alguns sinais merecem atenção imediata:
feridas na boca que não cicatrizam em até duas semanas;
manchas vermelhas ou esbranquiçadas na gengiva, lábios ou mucosa;
sangramentos frequentes;
nódulos no pescoço;
rouquidão persistente e dor de garganta.
“O diagnóstico precoce pode elevar significativamente as chances de cura, chegando a até 80%”, destaca o especialista.
Fatores de risco
Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer de boca estão:
tabagismo;
consumo excessivo de álcool;
má higiene bucal;
exposição ao sol sem proteção (especialmente nos lábios);
infecção pelo HPV;
contato frequente com substâncias tóxicas, como poeiras industriais e agrotóxicos.
Prevenção e diagnóstico
A prevenção passa, principalmente, por mudanças de hábitos e acompanhamento profissional regular. Evitar o cigarro e o álcool em excesso, manter a higiene bucal adequada, usar proteção solar labial e manter a vacinação contra o HPV são medidas fundamentais.
Consultas periódicas ao dentista também são decisivas, já que esses profissionais costumam identificar lesões suspeitas ainda em estágio inicial.
Tratamento e acompanhamento
Quando diagnosticado, o tratamento varia conforme o estágio da doença. Em casos iniciais, a retirada cirúrgica da lesão pode ser suficiente. Já em quadros mais avançados, pode haver necessidade de terapias complementares, como radioterapia.
O acompanhamento é feito por especialistas, principalmente o cirurgião de cabeça e pescoço, responsável por confirmar o diagnóstico e conduzir o tratamento adequado.
Atenção aos sinais
A orientação é clara: qualquer alteração persistente na boca deve ser investigada. O diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado na redução da mortalidade e no aumento das chances de cura.

