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Salmonella pode circular sem sintomas nas granjas e causar prejuízos à suinocultura

Foto: Divulgação

Redação Plenax

A presença da bactéria Salmonella nas granjas suinícolas é uma preocupação constante para produtores, principalmente porque os animais podem carregar o microrganismo sem apresentar sinais clínicos aparentes, facilitando a disseminação da doença no ambiente.

Estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária identificou a presença da bactéria em suínos no momento do abate, com índices entre 19% e 67% nos linfonodos avaliados e entre 18,3% e 23,8% nas amostras fecais. Os dados indicam que a salmonela pode estar presente mesmo em animais aparentemente saudáveis.

Transmissão e sintomas

Entre os tipos mais associados à suinocultura estão Salmonella Choleraesuis e Salmonella Typhimurium. A transmissão ocorre principalmente por ingestão de água ou ração contaminadas, além do contato com ambientes com presença de fezes contaminadas. Roedores, insetos e aves também podem contribuir para a disseminação da bactéria dentro das propriedades, reforçando a importância das medidas de biosseguridade.

Os sinais clínicos variam conforme a idade e a condição dos animais. Em leitões e suínos jovens, é comum a ocorrência de diarreia, que pode apresentar muco ou sangue, além de desidratação, perda de apetite e redução no ganho de peso. Em casos mais graves, podem ocorrer febre alta, apatia, dificuldade respiratória e até mortalidade, causando prejuízos econômicos ao produtor.

Controle e prevenção nas granjas

O controle da salmonelose envolve um conjunto de medidas sanitárias e de manejo dentro das granjas, como limpeza e desinfecção das instalações, controle de pragas, manejo adequado da alimentação e monitoramento constante da saúde dos animais.

A identificação rápida dos casos é considerada fundamental para evitar a disseminação da bactéria no sistema de produção, já que a salmonela possui alta capacidade de transmissão dentro do plantel.

Tratamento deve ter orientação veterinária

Quando a doença é diagnosticada, o tratamento deve ser realizado com orientação de médico-veterinário. Entre as opções utilizadas no controle de infecções bacterianas está o uso de antimicrobianos administrados via ração, como produtos à base de tilosina, sulfadimidina e trimetoprim, que atuam no controle de bactérias do trato digestivo dos suínos.

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