Redação Plenax
Uma nova etapa do projeto “Elas Constroem” está sendo realizada em Campo Grande com o objetivo de qualificar mulheres para atuar na construção civil e ampliar a participação feminina nos canteiros de obras. A iniciativa é desenvolvida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em parceria com o Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção Civil de Mato Grosso do Sul e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção.
As aulas acontecem na Escola Senai da Construção e a turma de 2026 é formada por 90 mulheres, que participam de uma metodologia de ensino que combina aulas teóricas à distância com atividades práticas em ambiente de obra, preparando as alunas para as exigências do mercado de trabalho.
Segundo a organização, o projeto busca não apenas oferecer qualificação técnica, mas também incentivar a inserção das mulheres no mercado de trabalho, promovendo autonomia financeira e ajudando a reduzir a falta de mão de obra qualificada no setor da construção civil.
Cursos oferecidos
Ao todo, o projeto oferece quatro cursos voltados para diferentes áreas da construção civil:
Qualificação em pedreira de alvenaria (160 horas);
Qualificação em assentadora de revestimento cerâmico (160 horas);
Aperfeiçoamento em orçamento de obras (40 horas);
Aperfeiçoamento em operadora de Bobcat (mini-carregadeira) (40 horas).
As participantes têm contato direto com equipamentos, materiais e rotinas de obra, o que permite que saiam do curso com experiência prática e maior preparação para o mercado.
Projeto surgiu para enfrentar falta de mão de obra
A iniciativa teve início em 2025 como projeto piloto em parceria com o departamento nacional do Senai, com foco na formação profissional e geração de renda para mulheres interessadas em ingressar na construção civil.
Além de promover inclusão e oportunidades de trabalho, o projeto também surge como resposta a um desafio enfrentado pelo setor: a escassez de trabalhadores qualificados na construção civil, realidade que tem levado empresas a buscarem novos perfis profissionais e investir na diversidade da mão de obra.

