Redação Plenax
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o crescimento econômico do país depende diretamente da inclusão das camadas mais pobres no orçamento público. Segundo ele, sem políticas voltadas à distribuição de renda, o avanço da economia tende a beneficiar apenas uma parcela da população.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (1º), durante entrevista concedida em Fortaleza. Na ocasião, o presidente destacou que resultados recentes da economia brasileira estão ligados à estratégia de ampliar o acesso da população de baixa renda ao consumo e à participação econômica.
Inclusão como motor da economia
Ao defender políticas de redistribuição, Lula argumentou que a circulação de renda entre as camadas mais amplas da população impulsiona o comércio, a produção e a geração de empregos.
“O milagre é a distribuição da riqueza. Ou você coloca o pobre no orçamento ou a economia brasileira vai crescer para poucos”, afirmou.
Segundo o presidente, quando há maior poder de compra entre os mais pobres, há impacto direto em toda a cadeia econômica — do pequeno comerciante à indústria.
Indicadores econômicos e sociais
Durante a entrevista, Lula citou uma série de indicadores que, segundo ele, refletem os resultados dessa política econômica. Entre os dados mencionados estão:
Retirada do Brasil do Mapa da Fome da ONU
Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
Redução da pobreza e extrema pobreza, com milhões de pessoas saindo dessa condição
Menor nível de desigualdade da série histórica
Taxa de desemprego em 5,4% no trimestre encerrado entre novembro de 2025 e janeiro de 2026
Rendimento médio do trabalho em R$ 3.742
Críticas e disputa de recursos
O presidente também afirmou que há resistência de setores da elite econômica à ampliação dos investimentos sociais. Segundo ele, parte do mercado financeiro preferiria que os recursos públicos fossem direcionados de outra forma.
Ainda de acordo com Lula, a decisão de priorizar a população mais vulnerável foi determinante para que o país deixasse novamente o Mapa da Fome.
Diálogo político e reformas
Lula destacou ainda que avanços recentes, como a aprovação da reforma tributária e medidas de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, foram possíveis graças à articulação política com o Congresso Nacional.
Ele ressaltou que, mesmo com base reduzida no Legislativo, o governo conseguiu aprovar pautas estruturantes por meio de negociação e diálogo.
Estabilidade como estratégia
Ao final, o presidente afirmou que a condução do governo tem como base a busca por estabilidade fiscal, econômica, social e política, além de previsibilidade nas decisões.
Segundo ele, esse conjunto de fatores tem sido essencial para sustentar o crescimento e garantir que os resultados econômicos alcancem uma parcela maior da população brasileira.

