Redação Plenax
A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma das alterações hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada por mitos, principalmente quando o assunto é fertilidade. Apesar da crença de que mulheres com a síndrome não podem engravidar, especialistas afirmam que isso não é verdade e que a gestação é possível com acompanhamento médico adequado.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a condição afeta entre 10% e 13% das mulheres em idade reprodutiva no mundo. Estima-se ainda que até 70% das mulheres com a síndrome não saibam que têm a condição, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.
Sintomas e alterações hormonais
A síndrome geralmente surge na adolescência ou no início da vida adulta e está relacionada a alterações hormonais e metabólicas que interferem no funcionamento dos ovários. Entre os principais sintomas estão menstruação irregular ou ausência de ciclos menstruais, dificuldade para engravidar, acne persistente, aumento de pelos no rosto e no corpo, queda de cabelo e ganho de peso.
A condição também está frequentemente associada à resistência à insulina, o que pode agravar o desequilíbrio hormonal e afetar o ciclo menstrual e a ovulação.
Segundo a ginecologista Loreta Canivilo, muitas mulheres com a síndrome não ovulam todos os meses ou apresentam ovulação irregular, o que reduz as chances de gravidez de forma natural, mas não impede a gestação.
Gravidez é possível com tratamento
De acordo com a especialista, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, controle metabólico e uso de medicamentos que ajudam a regular o ciclo hormonal e estimular a ovulação, aumentando as chances de gravidez.
Ela também alerta que o mito de que mulheres com a síndrome não engravidam pode levar a comportamentos de risco, como relações sem proteção. Mesmo com ovulação irregular, a gravidez pode acontecer.
Por isso, o acompanhamento ginecológico é essencial tanto para mulheres que desejam engravidar quanto para aquelas que querem evitar uma gestação.
Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento médico, muitas mulheres com síndrome dos ovários policísticos conseguem controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e engravidar naturalmente ou com auxílio de tratamento especializado.

