Redação Plenax – Flavia Andrade
Com o aumento do consumo de peixes e frutos do mar durante a Semana Santa, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro reforçou orientações para ajudar os consumidores a escolher, armazenar e preparar pescados com segurança, evitando riscos de intoxicação alimentar.
Segundo a equipe da Vigilância Sanitária do estado, cuidados simples na compra e na conservação dos alimentos são essenciais para garantir refeições seguras durante o período, marcado tradicionalmente pelo consumo de peixe.
“Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, destacou a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.
Como identificar pescado fresco
De acordo com a nutricionista Jussara Salgado, o consumidor pode observar algumas características que indicam se o pescado está próprio para consumo. Por serem alimentos altamente perecíveis, peixes e frutos do mar podem se deteriorar rapidamente quando não são mantidos em condições adequadas.
Entre os principais sinais de frescor estão:
carne firme
escamas brilhantes e bem aderidas à pele
olhos salientes e brilhantes
guelras avermelhadas
cheiro suave e característico
Produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou expostos sem refrigeração adequada devem ser evitados.
A recomendação é que o pescado esteja armazenado sobre uma camada de gelo, sem contato direto com a água, e protegido por plástico apropriado. Já os produtos congelados devem estar firmes, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida.
Cuidados com armazenamento e preparo
Após a compra, o ideal é armazenar o pescado o mais rápido possível. Em casa, o alimento deve ser limpo, com retirada de vísceras e escamas, e guardado em recipiente fechado na geladeira.
O consumo de peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o pescado cozido pode ser mantido sob refrigeração por até três dias, desde que armazenado corretamente.
Durante o preparo, a higiene também é fundamental. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar contato entre alimentos crus e cozidos são medidas importantes para prevenir contaminação.
Risco de intoxicação alimentar
O consumo de pescado contaminado pode provocar sintomas como náuseas, vômitos e diarreia, podendo levar à hospitalização em casos mais graves.
“O pescado é rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alertou Helen Keller.
No caso do Bacalhau, bastante consumido na Semana Santa, o dessalgue deve ser feito sempre sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, reduzindo o risco de contaminação.
A Vigilância Sanitária também orienta os consumidores a observarem as condições de higiene dos estabelecimentos. Caso sejam identificadas irregularidades, a recomendação é acionar a vigilância sanitária do município.

