Redação Plenax
A realização da COP15 em Campo Grande deixou como legado ações de conscientização ambiental, incentivo à pesquisa científica e novos espaços de educação ambiental na Capital. A conferência foi encerrada neste domingo (29) e contou com uma programação paralela aberta ao público.
Durante o evento, a Casa do Homem Pantaneiro, localizada no Parque das Nações Indígenas, recebeu a programação “Conexão sem Fronteiras”, com atividades gratuitas como exposições, apresentações de projetos e ações educativas voltadas à preservação de espécies migratórias.
O espaço, que é um antigo prédio restaurado, foi utilizado para ampliar os debates da conferência além da chamada Zona Azul, área restrita aos participantes credenciados do evento internacional.
As atividades abordaram principalmente os ciclos e rotas de animais migratórios que passam pelos biomas brasileiros, despertando a atenção do público para espécies que muitas vezes passam despercebidas no cotidiano.
Educadores e estudantes que participaram das atividades destacaram a importância do evento para a disseminação do conhecimento ambiental e para a criação de projetos pedagógicos voltados à educação ambiental nas escolas.
Legados da conferência
Além das atividades educativas, a conferência também deixou outros legados para a cidade, como o Bosque da COP15, um novo espaço verde urbano, e o lançamento de um edital de pesquisa voltado ao estudo de espécies e rotas migratórias no Brasil.
O edital será desenvolvido pelo governo federal por meio de parcerias com universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de ampliar o conhecimento científico sobre a migração de animais e a preservação da biodiversidade.
A avaliação dos organizadores é de que o evento ajudou a aproximar a população da ciência, da educação ambiental e das discussões sobre preservação da biodiversidade, deixando impactos que devem permanecer após o encerramento da conferência.
COP15 em Campo Grande deixa legado ambiental, educação científica e novo espaço público

