Redação Plenax
Com cerca de 1.500 quilômetros de rodovias concedidas, Mato Grosso do Sul tem apostado no uso de inteligência de dados para fortalecer a regulação econômica e garantir mais transparência, eficiência e equilíbrio nos contratos de concessão. O trabalho é conduzido pela Agência Estadual de Regulação (AGEMS), que transforma informações técnicas em decisões estratégicas.
Além da fiscalização em campo, realizada por equipes de engenharia, a atuação da agência envolve o monitoramento contínuo do desempenho econômico-financeiro das concessionárias. O objetivo é assegurar que investimentos, serviços e tarifas estejam alinhados ao interesse público ao longo de toda a vigência dos contratos.
A regulação econômica se baseia principalmente em dois eixos: a execução dos investimentos previstos e o acompanhamento do tráfego e da arrecadação. Esses fatores são determinantes para avaliar o equilíbrio dos contratos e os impactos nas tarifas cobradas dos usuários.
Os dados analisados têm como base estudos técnicos, como o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), que define projeções de custos, demanda e receitas. A partir disso, a AGEMS realiza a conferência permanente do cumprimento das metas estabelecidas.
Para ampliar a capacidade de análise, a agência desenvolveu painéis inteligentes que organizam grandes volumes de dados em informações visuais. As ferramentas permitem acompanhar, em tempo real, o andamento das obras, identificar atrasos ou antecipações e apoiar decisões estratégicas.
Um dos exemplos é a concessão da chamada Rota da Celulose, que abrange 870 quilômetros de rodovias. No trecho da BR-262, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, os investimentos previstos giram em torno de R$ 600 milhões para obras de duplicação, com execução ao longo dos primeiros anos do contrato.
Já na MS-040, estão previstos cerca de R$ 740 milhões em investimentos para recuperação de pavimento e implantação de acostamentos, também monitorados por meio das ferramentas digitais.
Segundo a AGEMS, a experiência acumulada em concessões já existentes, como as rodovias MS-306 e MS-112, permitiu o aprimoramento das metodologias de fiscalização e análise, que agora são aplicadas desde o início em novos contratos.
O uso de tecnologia e análise de dados também contribui para evitar distorções tarifárias, garantindo que os investimentos realizados não gerem impactos excessivos aos usuários.
Com a adoção dessas ferramentas, o Estado busca consolidar um modelo de regulação mais moderno, baseado em evidências e voltado à melhoria dos serviços prestados à população, com mais eficiência na gestão das concessões rodoviárias.

