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Mato Grosso do Sul lidera governança climática no Brasil e mira neutralidade de carbono até 2030

Foto de capa: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Redação Plenax

Mato Grosso do Sul é o único estado brasileiro que implementou todos os instrumentos previstos de governança climática, conforme aponta a segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, divulgado pelo Centro Brasil no Clima (CBC). O estudo reúne dados, indicadores e análises sobre o avanço das políticas ambientais e climáticas nos estados brasileiros.

O anuário avalia dados econômicos, impactos ambientais das atividades produtivas, como emissões de gases de efeito estufa, e as políticas públicas desenvolvidas para reduzir os efeitos das mudanças climáticas. Entre os principais instrumentos analisados estão planos de ação climática, metas ambientais, estrutura de governança e financiamento de políticas ambientais.

Entre os destaques, Mato Grosso do Sul está entre os estados com melhores índices de destinação correta de resíduos sólidos urbanos. Em 2015, o percentual de destinação adequada era de 44% nos municípios do Estado. Em 2024, o índice chegou a 85%.

O Estado também implantou todas as etapas de gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), incluindo análise técnica e automatizada, além da regulamentação e execução do Programa de Regularização Ambiental (PRA). Mato Grosso do Sul também conta com instrumentos de financiamento ambiental, como ICMS Verde, Fundo Ambiental, Fundo de Recursos Hídricos e Fundo Climático.

Outro destaque é a meta considerada a mais ambiciosa entre os estados brasileiros: tornar Mato Grosso do Sul carbono neutro até 2030.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), os avanços são resultado de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, conciliando crescimento econômico com preservação ambiental.

Entre as ações implementadas estão a Política Estadual de Mudanças Climáticas, o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Pantanal, além do alinhamento ao Plano ABC+ voltado à agropecuária sustentável e a elaboração do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

Na área econômica, o Estado também apresenta indicadores positivos. Mato Grosso do Sul está entre os estados com menor desigualdade de renda do país, segundo o Índice de Gini, e registrou em 2023 o segundo maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, com alta de 13,4%.

Apesar dos avanços, o estudo aponta desafios ambientais, principalmente relacionados à recuperação de áreas degradadas. Mato Grosso do Sul possui cerca de 12,3 milhões de hectares de pastagens com baixo ou médio vigor, áreas consideradas com potencial para recuperação e conversão para sistemas produtivos sustentáveis.

O anuário também destaca programas ambientais estratégicos desenvolvidos no Estado, como o MS Carbono Neutro, Carne Carbono Neutro e Rodovias Resilientes, além da redução do desmatamento no Pantanal, que apresentou queda significativa em 2024 na comparação com o ano anterior.

Com os resultados apresentados, Mato Grosso do Sul se consolida como uma das principais referências nacionais em políticas públicas ambientais, governança climática e desenvolvimento sustentável.

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