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Caso Henry Borel: Monique Medeiros é demitida da Prefeitura do Rio após deixar prisão

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Redação Plenax

Ato de demissão foi publicado no Diário Oficial; acusada responde por homicídio por omissão na morte do filho

A Prefeitura do Rio de Janeiro demitiu a professora Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão na morte do filho, Henry Borel. O ato de demissão foi publicado no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (25).

Monique Medeiros deixou a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira (23), após decisão judicial que determinou sua soltura.

A decisão foi tomada pela juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, após o julgamento do caso ser adiado. A magistrada aceitou o pedido da defesa para relaxamento da prisão, considerando que o adiamento poderia configurar excesso de prazo da prisão preventiva.

Julgamento adiado

O julgamento dos réus, Monique Medeiros e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, padrasto de Henry e também acusado pelo crime, estava previsto para começar na segunda-feira (23), mas foi adiado após a defesa de Jairinho alegar falta de acesso completo às provas do processo.

Após o pedido ser negado pela juíza, os advogados de defesa abandonaram o plenário, o que levou ao adiamento do júri para o dia 25 de maio.

Morte de Henry Borel

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A criança chegou a ser levada a um hospital particular, onde o casal alegou que o menino teria sofrido um acidente doméstico.

No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal apontou que a criança sofreu diversas lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.

As investigações da Polícia Civil concluíram que o menino era vítima de agressões e que a mãe tinha conhecimento das violências praticadas pelo padrasto.

Os dois foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Jairinho responde por homicídio qualificado, enquanto Monique Medeiros responde por homicídio por omissão, por não impedir as agressões contra o filho.

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