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Campo Grande sedia COP15 da ONU pela primeira vez no Brasil e reúne líderes globais da agenda ambiental

Foto: Divulgação

Redação Plenax

Campo Grande entrou no mapa das grandes discussões ambientais internacionais ao sediar, pela primeira vez no Brasil, a abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS). O evento começou nesta segunda-feira (23) e reúne representantes de diversos países para debater a preservação da biodiversidade e a proteção das rotas migratórias.

A abertura contou com a presença do diretor de relações institucionais e governamentais da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Robson Del Casale, que representou o presidente da entidade, Sérgio Longen.

Promovida pela Organização das Nações Unidas, a conferência posiciona o Pantanal como território estratégico na agenda global de conectividade ecológica. O bioma é considerado uma das maiores áreas úmidas contínuas do planeta e importante rota migratória das Américas.

Segundo Del Casale, a participação da indústria sul-mato-grossense no evento reforça o compromisso do setor produtivo com a sustentabilidade.

“Após quatro meses da realização da COP30, em Belém, agora Campo Grande recebe a COP15, focada nas espécies migratórias. É importante a Federação das Indústrias participar dessas discussões e reforçar a ideia de produção com sustentabilidade, olhando de forma especial para o Pantanal sul-mato-grossense”, destacou.

Sustentabilidade e desenvolvimento

Durante a cerimônia de abertura, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, ressaltou que a realização da conferência no Estado reforça a estratégia de crescimento econômico aliado à preservação ambiental.

“Colocamos Mato Grosso do Sul no centro de uma discussão global que dialoga diretamente com nossa estratégia de crescimento e prosperidade em atividades agropecuárias, industriais e de serviços, sempre com sustentabilidade”, afirmou.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o evento demonstra o compromisso do Brasil com a agenda ambiental internacional.

Segundo ela, dados recentes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres mostram que 49% das espécies migratórias apresentam declínio populacional e 24% já estão ameaçadas de extinção, cenário agravado pela crise climática, perda de biodiversidade, poluição e degradação dos ecossistemas.

Desafios globais

A vice-diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Elizabeth Mrema, ressaltou que a preservação ambiental depende de cooperação internacional.

“Nenhum país consegue agir sozinho. A sobrevivência depende de todos nós em uma ação internacional coordenada”, afirmou.

Já a secretária executiva da CMS, Amy Fraenkel, destacou o tema desta edição da conferência: “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”.

De acordo com ela, a conectividade ecológica é essencial não apenas para as espécies migratórias, mas para o equilíbrio da vida no planeta, incluindo economia, saúde e segurança alimentar.

Evento reúne representantes de mais de 130 países

Criada em 1979, a Convenção sobre Espécies Migratórias é o único acordo global especializado no tema. A conferência reúne os 132 países membros, além da União Europeia, e ocorre a cada três anos para discutir cooperação internacional, atualização das listas de espécies protegidas e políticas de conservação.

Nesta edição, são esperadas mais de duas mil pessoas entre representantes de governos, especialistas, organismos internacionais, sociedade civil, povos indígenas e comunidades tradicionais.

A COP15 segue até o dia 29 de março no Expo Bosque, consolidando a capital sul-mato-grossense como palco de uma das principais discussões ambientais do planeta.

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