Redação Plenax
Com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, o município de Anastácio implantou um serviço de telediagnóstico em dermatologia na rede de atenção primária. A tecnologia permite avaliar lesões de pele à distância, com laudos emitidos por especialistas em até 72 horas, reduzindo filas e agilizando o atendimento.
A iniciativa foi implementada com suporte da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul e já começou a ser utilizada em unidade básica de saúde do município. Na prática, o médico registra as informações clínicas do paciente, enquanto a equipe de enfermagem realiza imagens da lesão com dermatoscópio. O material é enviado a dermatologistas, que retornam com diagnóstico e orientações.
Segundo profissionais da unidade, a ferramenta chega para atender uma demanda recorrente. Casos de pele são frequentes na atenção primária e, muitas vezes, exigem encaminhamento para especialistas — processo que pode levar meses. Com o novo sistema, a expectativa é acelerar o diagnóstico, inclusive em situações mais graves, como suspeitas de câncer de pele.
Fila pode ser eliminada
Com a implantação, a perspectiva é reduzir drasticamente o tempo de espera. Em alguns casos, pacientes que aguardavam consulta especializada já estão sendo direcionados ao novo serviço, o que pode zerar a fila local de dermatologia.
Além da agilidade, o modelo não deve sobrecarregar as equipes. O cadastro no sistema é rápido, e o registro das imagens pode ser organizado de forma programada, sem comprometer o fluxo de atendimento.
Estratégia estadual
A teledermatologia faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da telessaúde no estado. Um evento realizado em Campo Grande reuniu gestores e profissionais para ampliar o uso da ferramenta em outros municípios.
Implantado em 2019, o serviço já está presente em 28 cidades, com 43 pontos de atendimento, e consegue resolver cerca de 70% dos casos ainda na atenção primária, sem necessidade de consulta presencial.
A iniciativa integra o sistema de telessaúde operado em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina e é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma estratégia eficiente para ampliar o acesso à saúde especializada, otimizar filas e melhorar a qualidade do atendimento à população.

