Redação Plenax
A digitalização dos serviços cartoriais no país atingiu um novo marco com a plataforma e-Notariado, que já ultrapassou 10 milhões de atos realizados totalmente pela internet. Em Brasil, o sistema consolida a transformação digital de procedimentos como escrituras, procurações, inventários, testamentos e divórcios.
Em Mato Grosso do Sul, o avanço também é significativo: o estado já soma mais de 100 mil atos digitais. A plataforma foi desenvolvida pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal e ganhou força durante a pandemia da COVID-19, quando passou a viabilizar atendimentos remotos com validade jurídica.
O crescimento segue em ritmo acelerado. Em dezembro de 2025, foi registrado o maior volume mensal no estado, com 4.543 atos digitais realizados, evidenciando a adesão crescente da população aos serviços online.
Serviços digitais em expansão
Entre os principais atos realizados em Mato Grosso do Sul estão mais de 34,5 mil escrituras digitais e cerca de 7,5 mil procurações eletrônicas. O sistema também oferece soluções exclusivamente digitais, como autorizações de viagem, doação de órgãos, produção de provas eletrônicas e assinaturas digitais com validade jurídica.
Segundo o presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Mato Grosso do Sul, Elder Dutra, o avanço representa uma modernização concreta do setor. “O cartório hoje está no celular do usuário, mantendo a segurança jurídica, mas com a agilidade que a sociedade exige”, destacou.
Segurança e praticidade
O e-Notariado utiliza videoconferência para validar a manifestação das partes e assinatura com certificado digital notarizado — emitido gratuitamente pelos cartórios — garantindo autenticidade e integridade dos documentos.
Para acessar os serviços, o usuário deve solicitar o certificado digital na plataforma e, em seguida, realizar o ato desejado. Após a conferência com o tabelião, o documento é liberado eletronicamente, com validação por QR Code.
A expectativa é de crescimento contínuo do sistema, impulsionado pela expansão da cultura digital e pela busca por soluções mais rápidas, sem abrir mão da segurança jurídica.

