Redação Plenax
Com mais de um bilhão de pessoas vivendo com obesidade no mundo, o Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março sob o tema “8 bilhões de razões para agir contra a obesidade”, reforça o alerta sobre um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade.
A Associação Internacional de Adoçantes (ISA) destaca que estratégias baseadas em evidências científicas são fundamentais para prevenção e controle sustentável do peso, especialmente em um cenário de crescimento das taxas de obesidade e diabetes na América Latina.
Obesidade é multifatorial
Especialistas reforçam que a obesidade é uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, sociais e ambientais. Por isso, não há uma única abordagem nutricional que funcione para todos.
Dentro desse contexto, a substituição do açúcar por adoçantes de baixa ou nenhuma caloria pode ser uma ferramenta auxiliar para quem busca reduzir a ingestão calórica sem abrir mão do sabor doce.
De acordo com a ISA, ensaios clínicos randomizados de alta qualidade indicam que a troca do açúcar por adoçantes sem caloria reduz a ingestão total de energia e pode favorecer perda média de um a dois quilos, quando inserida em uma estratégia alimentar equilibrada.
Estudo europeu SWEET
Durante webinar promovido pela Federação Mexicana de Diabetes e pela Associação Latino-Americana de Diabetes (ALAD), foram apresentados resultados do estudo europeu SWEET — ensaio clínico randomizado com duração de um ano.
A pesquisa indicou que a inclusão de adoçantes de baixa/sem caloria em uma dieta saudável e com redução de açúcar ajudou na manutenção da perda de peso ao longo do tempo, além de melhorar a adesão ao plano alimentar.
Impacto na glicemia e segurança
Segundo as evidências apresentadas no evento, os adoçantes de baixa/sem caloria não elevam os níveis de glicose nem de insulina no sangue, o que pode contribuir para o manejo do diabetes quando consumidos dentro das recomendações estabelecidas.
Esses ingredientes passam por avaliações rigorosas de segurança e possuem limites de Ingestão Diária Aceitável (IDA) definidos por autoridades internacionais de segurança alimentar.
América Latina em alerta
Na América Latina, onde obesidade e diabetes seguem em ascensão, o debate sobre ferramentas nutricionais baseadas em evidências ganha relevância tanto na prática clínica quanto na formulação de políticas públicas.
Laura Miranda, coordenadora regional da ISA para a América Latina, afirma que os adoçantes não são solução isolada, mas podem integrar estratégias mais amplas voltadas à redução do consumo de açúcar e calorias dentro de um estilo de vida saudável.
O enfrentamento da obesidade, segundo especialistas, exige abordagem integrada, políticas públicas eficazes e decisões informadas com base científica.

