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Alckmin destaca recorde histórico nas exportações e diz que abertura de mercados impulsionou comércio exterior

Foto: Diego Campos/Secom-PR

Redação Plenax – Flavia Andrade

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil alcançou resultados históricos no comércio exterior em 2025 graças à abertura e conquista de novos mercados internacionais. A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta-feira (17).

Mesmo diante de um cenário global adverso, marcado por tensões geopolíticas e pela taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o país encerrou o ano passado com exportações de US$ 348,7 bilhões — valor US$ 9 bilhões superior ao recorde anterior, registrado em 2023. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) também atingiu patamar inédito, chegando a US$ 629 bilhões.

“Como é que o Brasil bate recorde de exportação exatamente no ano em que teve o tarifaço nos Estados Unidos? Porque abriu e conquistou novos mercados”, ressaltou Alckmin, ao atribuir os resultados a uma atuação articulada do Governo Federal.

Desde o início de 2023, o Brasil abriu 525 novos mercados em 82 destinos, entre países, blocos econômicos e territórios, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Para o vice-presidente, a diversificação de destinos fortalece a segurança comercial do país. “Você não coloca todos os ovos na mesma cesta. Distribuir mercados é essencial para garantir estabilidade”, afirmou.

Incentivo às pequenas empresas

Durante a entrevista, Alckmin destacou o programa Acredita Exportação, criado para ampliar a participação de micro e pequenas empresas no comércio exterior. Atualmente, as exportações brasileiras são concentradas em grandes companhias.

Pelo programa, empresas de pequeno porte que exportarem passam a receber um crédito tributário de 3,1% sobre o valor exportado. “Isso dá competitividade às micro e pequenas empresas, seguindo exemplos de países como Itália e China, onde esse segmento tem forte presença no comércio internacional”, explicou.

Ele também ressaltou o papel da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que atua na capacitação empresarial por meio do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex).

Reforma Tributária e competitividade

Alckmin afirmou que a Reforma Tributária será determinante para ampliar ainda mais as exportações brasileiras. Segundo ele, o novo modelo elimina gargalos históricos na devolução de créditos tributários pagos ao longo da cadeia produtiva, o que hoje compromete a competitividade dos produtos nacionais.

“Com a reforma, o investimento e a exportação passam a ser totalmente desonerados”, disse. Ele citou estudo do Ipea que projeta aumento de 17% nas exportações e de 14% nos investimentos ao longo de 15 anos após a implementação da reforma.

Na última terça-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), marco importante da fase de implementação da nova arquitetura tributária.

Renovação da frota e estímulo à indústria

Outro ponto abordado foi o programa Move Brasil, lançado para estimular a renovação da frota de caminhões no país. A iniciativa oferece financiamento com juros reduzidos para caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte.

Segundo Alckmin, as taxas, que chegavam a até 26% ao ano, foram reduzidas para cerca de 13% a 14%. “Além de estimular a indústria automotiva e o comércio, o programa traz ganhos ambientais e de segurança. Um caminhão novo polui até 40 vezes menos do que um com mais de 20 anos”, afirmou.

Isenção do Imposto de Renda

O vice-presidente também destacou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor desde 1º de janeiro. Para ele, a medida corrige uma distorção histórica do sistema tributário brasileiro.

“O Imposto de Renda precisa ser proporcional à renda, como ocorre no mundo inteiro. Essa mudança injeta R$ 28 bilhões na economia, fortalece o consumo e promove justiça tributária, sem gerar impacto fiscal negativo”, concluiu.

O programa Bom Dia, Ministro é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com participação de emissoras e veículos de diversas regiões do país.

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