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TCU inicia inspeção sobre Banco Master com aval do Banco Central

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Redação Plenax – Flavia Andrade

O Banco Central (BC) concordou com a realização de uma inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, afirmou nesta segunda-feira (12) o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. A medida permitirá à Corte de Contas analisar os documentos que fundamentaram a decisão da autoridade monetária.

O encontro entre Vital do Rêgo e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, teve como objetivo esclarecer dúvidas sobre a competência do TCU e alinhar procedimentos entre as duas instituições. Segundo o ministro, a inspeção já está em andamento, com acesso garantido aos documentos usados pelo BC no processo de liquidação.

“Hoje saio do Banco Central profundamente feliz com o resultado da reunião. Fizemos um encontro com objetivos claros, de dizimar qualquer tipo de dúvida sobre a nossa competência”, afirmou Vital em entrevista coletiva.

Colaboração e segurança jurídica

O presidente do TCU destacou que o BC demonstrou interesse em obter o “selo de qualidade” da Corte e a segurança jurídica decorrente da fiscalização. Segundo Vital do Rêgo, o tribunal atuará como colaborador, sem interferir na decisão de liquidação do banco, apenas analisando a regularidade do processo.

“O ato de liquidação é um ato administrativo e regulatório. É um modelo técnico que o TCU está acostumado a analisar”, explicou.

Com o entendimento firmado na reunião, afasta-se a possibilidade de medida cautelar contra o BC, segundo o presidente do TCU.

Calendário da inspeção

Um calendário de trabalho entre as áreas técnicas do TCU e do Banco Central será definido nos próximos dias. A expectativa é que a inspeção seja concluída em até um mês, informou Vital do Rêgo. Participaram da reunião, além do presidente do TCU e do BC, o relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, e diretores do Banco Central responsáveis por Fiscalização, Regulação, Cidadania e Supervisão de Conduta, além da Secretaria-Executiva da instituição.

Origem do caso

O processo chegou ao TCU a partir de uma representação do Ministério Público, que questionou os critérios adotados pelo BC para a liquidação do Banco Master e se alternativas menos drásticas foram consideradas.

Em respostas anteriores, o BC informou que o banco enfrentava crise de liquidez aguda, sem recursos suficientes para honrar compromissos com correntistas e investidores, tornando a liquidação inevitável.

O plenário do TCU deve julgar os embargos do Banco Central na sessão de quarta-feira (21), definindo formalmente o alcance da inspeção e da fiscalização sobre a atuação da autoridade monetária no caso.

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