Redação Plenax – Flavia Andrade
Mastite, pneumonia e diarreia estão entre as principais causas de perdas produtivas e econômicas nas propriedades leiteiras
Responsável por cerca de 35% da produção nacional de leite, a região Sul concentra parte expressiva da atividade no país. Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina figuram entre os quatro maiores produtores brasileiros e, juntos, respondem por aproximadamente 12 bilhões de litros anuais.
Apesar da relevância dos números, o setor enfrenta desafios que limitam um desempenho ainda maior. Entre eles, estão as enfermidades que afetam o rebanho, especialmente infecções bacterianas como mastite, pneumonia e diarreia, que impactam diretamente a produtividade e a rentabilidade das propriedades.
“As doenças impedem que o desenvolvimento da atividade seja melhor. Quando não controladas, provocam prejuízos significativos tanto na produção quanto nos resultados econômicos”, explica a médica-veterinária Paloma Tavares, analista sênior de marketing de animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal.
Segundo a especialista, o manejo preventivo é a principal estratégia para reduzir riscos. No caso da mastite, os cuidados incluem higiene rigorosa durante a ordenha, manutenção adequada dos equipamentos para evitar lesões nos tetos, protocolos de secagem compatíveis com a realidade da propriedade e a oferta de ambientes limpos e secos, que dificultam a proliferação bacteriana.
Já a pneumonia exige atenção desde os primeiros dias de vida dos animais. “A prevenção começa no nascimento, com colostragem de qualidade, passa por manejos adequados, como ventilação eficiente e controle de lotação, e inclui protocolos de vacinação”, destaca Paloma. Para a diarreia, a orientação envolve oferta de água limpa, higiene dos equipamentos, ambientes adequados e isolamento rápido de animais doentes, além da adoção de protocolos sanitários bem definidos.
Diante desse cenário, a Vetoquinol Saúde Animal desenvolveu o Projeto Leite Ouro, iniciativa voltada à melhoria do manejo sanitário e ao aumento da eficiência produtiva das propriedades leiteiras. O projeto prioriza soluções com baixa ou nenhuma carência, reduzindo o descarte de leite durante os tratamentos.
Entre os produtos utilizados estão Forcyl®, Acura® e Tolfedine® CS, que permitem a manutenção da produção mesmo durante o enfrentamento das principais enfermidades do rebanho.
“Com manejo adequado e soluções eficazes, é possível ampliar significativamente o volume produzido, respeitando o bem-estar animal e garantindo a oferta de um alimento essencial e de qualidade”, conclui a veterinária.

