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Greve de ônibus entra no segundo dia, chuva agrava caos e corridas por app disparam em Campo Grande

Foto: Consórcio Guaicurus

Redação Plenax – Flavia Andrade

Campo Grande amanheceu nesta terça-feira sob chuva e, pelo segundo dia consecutivo, sem transporte coletivo urbano. A greve dos motoristas de ônibus segue sem acordo e voltou a afetar diretamente a rotina de milhares de moradores que dependem do serviço para trabalhar, estudar ou acessar serviços essenciais.

Logo nas primeiras horas do dia, pontos de ônibus permaneceram vazios e terminais sem movimentação. Trabalhadores, estudantes e idosos precisaram buscar alternativas improvisadas, como aplicativos de transporte, caronas ou longas caminhadas, especialmente nos bairros mais distantes da região central, onde o impacto foi ainda mais severo.

A paralisação ocorre em meio a reivindicações da categoria por melhorias nas condições de trabalho e avanços nas negociações salariais. Até o momento, não houve entendimento entre o sindicato dos motoristas, as empresas concessionárias e o poder público que viabilizasse a retomada do serviço.

Com a frota parada e a chuva reforçando a demanda, os aplicativos de transporte registraram forte alta nas tarifas. Por volta das 6h, uma corrida curta entre a Rua Pedro Eduardo Leite, no Centro-Oeste, e a Rua do Alto, no bairro Santa Fé, chegava a custar R$ 65,10 no Uber Pop e R$ 71,61 no Pop Expresso. No UberX, o valor era de R$ 57,74; no Comfort, R$ 59,61; e no Preço Flex, R$ 54,02. A categoria Moto aparecia como a opção mais barata, ainda assim por R$ 35,60. Em dias normais, o mesmo trajeto não ultrapassa R$ 30.

As próprias plataformas alertavam para “preços mais altos do que o normal”, reflexo direto do aumento expressivo da demanda provocado pela ausência dos ônibus nas ruas.

Mesmo diante de decisão judicial que determina a circulação mínima de 70% da frota, por se tratar de serviço essencial, os motoristas mantiveram a greve. A categoria afirma que a paralisação continuará enquanto não houver avanço concreto nas negociações.

O impasse deve voltar à mesa nesta quarta-feira, quando está prevista uma audiência de conciliação entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande. O Executivo municipal afirma que os repasses da tarifa técnica ao Consórcio estão em dia.

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