Redação Plenax – Flavia Andrade
O salário mínimo no Brasil foi reajustado para R$ 1.621 em 2026, após confirmação do governo federal nesta quarta-feira (10). O aumento é de 6,79% em relação ao valor atual, passando de R$ 1.518 para o novo piso, já considerando a inflação acumulada e o crescimento do PIB de 2024. O novo valor passa a valer em janeiro, mas será sentido no bolso a partir dos pagamentos de fevereiro.
Com o reajuste, diversos benefícios e programas vinculados ao piso nacional também terão mudanças automáticas.
Entre os principais impactos estão:
O abono salarial do PIS/Pasep, pago aos trabalhadores de baixa renda;
Benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social;
O Benefício de Prestação Continuada (BPC);
O seguro-desemprego;
Os critérios de renda para inscrição e manutenção no Cadastro Único;
O seguro-defeso, pago a pescadores artesanais;
Valores do trabalho intermitente, que usam o mínimo como base.
Como funciona o reajuste
O aumento do mínimo é composto por dois fatores principais:
Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024 (2,5%);
Inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior.
O salário mínimo é referência direta para milhões de brasileiros, especialmente aposentados, pensionistas e trabalhadores de baixa renda, o que faz com que o reajuste tenha impacto direto na economia e no consumo das famílias.
O novo piso de R$ 1.621 passa a ser a base para pagamentos e cálculos a partir de janeiro de 2026, com crédito efetivo nos primeiros salários e benefícios pagos em fevereiro.

