Redação Plenax – Flavia Andrade
O novo serviço “BC Protege+”, lançado pelo Banco Central para reforçar a segurança contra golpes digitais, já registrou mais de 1.600 tentativas de abertura fraudulenta de contas apenas nos dois primeiros dias de operação. A ferramenta permite que cidadãos e empresas informem ao sistema financeiro se desejam — ou não — abrir contas naquele período, dificultando ações de criminosos que usam dados vazados para criar cadastros falsos.
Apesar do bom desempenho inicial, especialistas alertam: o recurso não deve ser visto como solução definitiva, mas como mais uma barreira importante dentro de um ecossistema que precisa ser mais robusto.
Para o especialista em segurança digital João Brasio, CEO da Elytron CiberSecurity, a iniciativa é positiva e vai na direção correta, mas precisa ser acompanhada de outras estratégias para que o impacto seja duradouro.
“A efetividade de longo prazo depende de um ecossistema inteiro trabalhando de forma coordenada. Segurança não é um projeto pontual, é um pilar permanente da experiência financeira no Brasil”, afirma Brasio.
Mais tecnologia, mais integração, mais educação
De acordo com o especialista, a redução consistente das tentativas de golpes exige um conjunto de medidas adicionais, como:
análise de comportamento em tempo real,
uso avançado de IA para detectar anomalias,
compartilhamento ágil de informações entre instituições,
processos mais rigorosos de onboarding digital,
educação financeira e digital contínua para a população.
Brasio destaca que a integração entre bancos, fintechs, empresas de tecnologia e o próprio usuário é essencial para frear ataques cada vez mais sofisticados.
“Para realmente combater o crime digital no sistema financeiro, todos precisam tratar segurança como prioridade permanente”, reforça.
O CEO da Elytron CiberSecurity foi recentemente homenageado em Brasília com a Medalha de Mérito Legislativo, em reconhecimento aos serviços prestados à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal na área de segurança digital.

