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150 estudantes disputam vaga para representar o Brasil em olimpíadas internacionais de astronomia

Foto: Tiberius

Redação Plenax

Um grupo de 150 estudantes de todo o país participa, entre os dias 9 e 12 de março, do Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica, etapa presencial que definirá as equipes brasileiras para duas das principais competições estudantis da área em 2026.

A fase decisiva ocorre em Barra do Piraí e selecionará os representantes do Brasil para a XIX Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e para a XVIII Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA).

Provas teóricas e observacionais

Durante a etapa presencial, os participantes enfrentam avaliações de alto nível técnico, incluindo:

Provas teóricas avançadas

Prova observacional real e/ou em planetário

Interpretação de carta celeste

O torneio representa a fase mais exigente do processo seletivo, que começa ainda no ano anterior.

Como funciona a seleção

Para chegar ao torneio, os candidatos precisam atingir desempenho elevado na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA):

Estudantes do Ensino Médio devem obter nota mínima 7

Alunos do 9º ano do Ensino Fundamental precisam alcançar nota mínima 9

Após essa etapa, os classificados realizam três provas on-line, com grau de dificuldade crescente. A média final é ponderada, com pesos maiores nas avaliações mais avançadas, valorizando a evolução acadêmica ao longo do processo.

Treinamento e definição das equipes

Ao fim do torneio presencial, 45 estudantes serão selecionados para os treinamentos oficiais de 2026. A composição do grupo leva em conta critérios de desempenho e também medidas de representatividade, com vagas destinadas a:

Meninas

Estudantes de escolas públicas

Alunos do 1º ano do Ensino Médio

Depois do período de preparação intensiva, serão escolhidos:

5 estudantes para a IOAA

5 estudantes para a OLAA

5 suplentes

Organização e apoios

A OBA é organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira em parceria com a Agência Espacial Brasileira. A iniciativa conta ainda com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de instituições públicas e privadas.

A olimpíada também tem como embaixadores os canais Manual do Mundo e AstroBioFísica, que atuam na divulgação científica e incentivo à participação estudantil.

A competição é considerada uma das principais portas de entrada para jovens talentos brasileiros nas áreas de astronomia, física e engenharia aeroespacial, reforçando o papel das olimpíadas científicas na formação de futuros pesquisadores.

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